Bicho-geográfico: como prevenir?

Uma das formas de contrair a doença é andar descalço em areias ou gramados

O que é Bicho-geográfico?

Uma doença comum para quem entra em contato com a praia, gramado ou tanque de areia é o bicho-geográfico. Isso porque esses locais fornecem um ambiente adequado e protegido para a sobrevivência dessas larvas.

Também chamado de larva migrans cutânea, essa doença é causada pelo ovo liberado em fezes de animais e transmitida para o ser humano através do contato com solo contaminado. Quando ela entra em contato com a pele desprotegida, perfura e começa a se descolar pelo tecido.

Apesar do incomodo, o bicho-geográfico geralmente não é considerado grave porque a larva não consegue penetrar profundamente, embora existam alguns casos de complicações. Além disso, o organismo libera-a naturalmente em aproximadamente 4 a 8 semanas depois da infecção. Tanto crianças como adultos podem ser atingidos pela doença.

Para identifica-la é preciso observar os sintomas e o histórico de contato com locais que podiam estar contaminados. Os sinais costumam ser bem característicos e dificilmente são confundidos.

Sintomas

Os sintomas da doença podem ocorrer em algumas semanas após a penetração da larva na pele. Eles têm a possibilidade de acontecer em qualquer parte do corpo que tenha entrado em contato com um solo contaminado. Os locais mais comuns são pés, região posterior das pernas e nádegas.

Os principais sintomas são:

  • Coceira na pele que costuma piorar á noite
  • Linhas vermelhas (que sinalizam a movimentação da larva)
  • Inchaço no local atingido
  • Sensação de movimento embaixo da pele

Lembrando que é importante não coçar o local, pois pode gerar infecções secundárias que agravam a doença.

Como prevenir

Para não correr o risco de ser contaminado pelo bicho-geográfico é preciso evitar andar sem sapatos e não sentar em locais onde possam ter passado fezes de cães e gatos. Caso vá andar descalço em terrenos onde possam ter a doença, lave os pés com água fria.

Se você tiver um cachorro ou um gato, é preciso limpar bem o local para não infectar o solo. Além disso, é necessário leva-lo sempre ao veterinário e não permitir que ele entre em contato com tranques de areia e praia.

Tratamento

Muitas vezes não é preciso de tratamento, pois as lesões somem naturalmente, mas segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia é recomendado não esperar até que elas desapareçam. O mais indicado é procurar um dermatologista assim que os primeiros sintomas aparecerem e seguir a medicação indicada por esse profissional.

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